segunda-feira, 26 de setembro de 2011

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           Ao erguer-me na cama de meu quarto, não encontrei nada que me parecesse estranho. Como se não me tivesse movido dali desde aquele longínquo dia de meu ingresso na carreira da enfermagem, quando estava tão cheia de fé, tão fortalecida por toda a esperança juvenil que não podia pensar no futuro nem muito menos imaginar a ter quarenta anos. A idade em que a alma se esvazia de ideais. A idade do vazio provisório.

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