quarta-feira, 11 de julho de 2012


Um rouxinol cantava. Alegremente,
quis são Francisco, no frutal sombrio,
acompanhar o pássaro contente,
e começar a cantar, ao desafio.
      E cantavam os dois, junto à corrente
      do Arno sonoro, do lendário rio.
      Mas são Francisco, exausto, finalmente
      parou, tenho cantado horas a fio.
E o rouxinol lá prosseguiu cantando,
redobrando as constantes cantilenas.
Os trilados festivos redobrando.
      E o santo assim reflete, satisfeito,
      que feito foi para escutar, apenas;
      e o rouxinol para cantar foi feito.
                               (Martins Fontes)

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